Críticas

Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros (2012)

Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros é um filme mediano, que entretém pela ação e efeitos especiais, mas peca pela pobreza do roteiro!

Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros (2012)

Você é patriota ou criatura da noite?

Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros
Título Original: Abraham Lincoln: Vampire Hunter
Ano: 2012 • País: EUA
Direção: Timur Bekmambetov
Roteiro: Seth Grahame-Smith
Produção: Timur Bekmambetov, Tim Burton, Jim Lemley
Elenco: Benjamin Walker, Dominic Cooper, Anthony Mackie, Mary Elizabeth Winstead, Rufus Sewell, Marton Csokas, Jimmi Simpson, Joseph Mawle, Robin McLeavy, Erin Wasson, John Rothman

Quando Abraham Lincoln tomou posse da presidência dos Estados Unidos, em 1861, teve início a Guerra Civil Americana, que colocou os Estados Confederados, latifundiários e escravocratas contra os Estados do Norte, industrializados. Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (Abraham Lincoln: Vampire Hunter, 2012) mostra a trajetória do 16º presidente americano, desde a infância até a guerra, mas introduz um elemento novo, como diz o próprio nome do filme: vampiros.

Baseado no livro homônimo de Seth Grahame-Smith, também autor de Orgulho e Preconceito e Zumbis, o longa, produzido por Tim Burton e dirigido por Tim Bekmambetov (O Procurado), mostra o pequeno Abraham, um garotinho de nove anos, que testemunha a morte de sua mãe nas mãos do vampiro Jack Barts (Marton Csokas). Anos depois, Abraham (Benjamin Walker) sai em busca de vingança, e conhece Henry Sturges (Dominic Cooper), que se torna seu mentor e ensina tudo o que ele precisa saber para combater as criaturas. Depois de anos de treinamento, ele se muda para Springfield e passa a trabalhar na loja de Joshua Speed (Jimmi Simpson) durante o dia, enquanto mata vampiros com seu machado à noite. É na loja que ele conhece e se apaixona por Mary Todd (Mary Elizabeth Winstead), e na mesma época dá seus primeiros passos na política.

Em tempos em que o cinema de horror americano se resume e remakes, Abraham Lincoln tem a vantagem de ser uma história mais original, mas não vai muito além disso. O diretor Bekmambetov tem alguma experiência com filmes de ação, e não poupa os espectadores de lutas coreografadas e muitos efeitos de computação gráfica, mas se esquece do desenvolvimento dos personagens. O CGI não é de todo ruim e rende boas cenas, mas seu uso nem sempre é tão necessário. Uma boa maquiagem daria conta dos vampiros, por exemplo, em lugar de criaturas montadas com computação gráfica.

Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros (2012) (1)

O roteiro de Seth Grahame-Smith divide o filme em duas partes: primeiro acompanhamos o jovem Abraham em seu treinamento e matança de vampiros, e em seguida o vemos como presidente dos Estados Unidos lidando com a Guerra Civil. A falha aqui se dá porque Smith não conseguiu criar um bom arco para ligar as duas partes da história – de repente os anos passam e a situação já é outra. Mas é interessante saber que o roteirista fez uso de aspectos reais da vida de Abraham Lincoln tanto no livro como no filme: o presidente realmente perdeu a mãe aos nove anos, deixou sua cidade natal e trabalhou como comerciante enquanto estudava para os exames de Direito. A escolha do machado em lugar da arma de fogo também se baseia no fato de que Lincoln cortava lenha quando era menino. A arma também rendeu um bom resultado nas cenas de luta: um machado dá mais liberdade a sequências de ação do que uma arma de fogo.

No fim das contas, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros é um filme mediano, que entretém pela ação e efeitos especiais, mas peca pela pobreza do roteiro. Talvez, se o longa não se levasse tão a sério, o resultado poderia ser mais satisfatório.

4 Comentários

  1. Tonino

    É Tonino. Desculpem.

  2. Tonio

    Os efeitos desse filme são um lixo: sangue em CGI e em camera lenta, blargh!

  3. vanessa vasconcelos

    DÁ PRA DIVERTIR ESSE FILME,NÃO É RUIM COMO FALAR POR AÍ.

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